Setembro 24, 2026

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Jovem acusado de matar adolescente a facadas é julgado nesta quinta em São João da Barra

O Tribunal do Júri de São João da Barra julga nesta quinta-feira (24) Gabriel da Conceição Bento, de 20 anos, acusado de matar a adolescente Maria Eduarda Silva Barreto, conhecida como Nyah, de 17 anos, e de tentar matar o namorado dela. A sessão está marcada para as 11h, no Fórum do município.

O crime aconteceu na manhã de 1º de dezembro de 2023, na localidade de Atafona. Nyah foi morta a facadas e o namorado, que também teria sido atacado, ficou ferido.

Gabriel foi preso após o crime. Segundo a Polícia Civil, ele confessou o assassinato durante o depoimento. Na época, a investigação era conduzida pela 145ª Delegacia de Polícia de São João da Barra, sob responsabilidade da delegada Madeleine Farias.

Em entrevista coletiva após a prisão, a delegada revelou detalhes do depoimento. Segundo Madeleine, o acusado afirmou que não tinha relacionamento afetivo com Nyah e que não havia uma motivação específica para a escolha da adolescente.

Ainda de acordo com a investigação apresentada na época, Gabriel teria relatado que desde criança alimentava a vontade de matar alguém e que, no dia do crime, decidiu colocar esse desejo em prática.

A Polícia Civil também informou que os dois tinham interesse por histórias policiais e casos envolvendo assassinos em série. Por esse motivo, a investigação chegou a apreender na casa do acusado um livro sobre o tema.

Conduta após a morte

O caso ganhou ainda mais repercussão após a delegada relatar que Gabriel teria contado, em depoimento, que praticou atos contra o corpo da adolescente depois de matá-la. As circunstâncias foram encaminhadas para análise pericial e passaram a integrar as investigações.

Na ocasião, Madeleine também afirmou que, diante da motivação apresentada pelo acusado, a investigação não tratava o caso como feminicídio, mas como homicídio, já que, segundo o depoimento, a escolha da vítima não estaria relacionada ao fato de ela ser mulher.

Agora, mais de dois anos após o crime, o caso chega ao Tribunal do Júri. Os jurados vão analisar as provas apresentadas no processo e os argumentos do Ministério Público e da defesa antes de decidir sobre a responsabilidade de Gabriel pelos crimes pelos quais é acusado.