Setembro 18, 2026

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Trabalhadores entram em greve na Bacia de Campos; mais de 20 plataformas estão paradas

Trabalhadores do setor de petróleo entraram em greve por tempo indeterminado nesta sexta-feira (18), em Macaé, no Norte Fluminense. O movimento envolve a categoria de manutenção e montagem industrial representada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Pintura Industrial, Construção Civil e do Mobiliário, Ladrilhos, Hidráulicos, Produtos de Cimento, Mármores, Granitos, Engenharia Consultiva, Montagens Industriais, Manutenção e Limpezas Industriais, inclusive nas Plataformas Marítimas da Bacia de Campos (SINTPICC).

A categoria reúne profissionais que atuam em atividades onshore e offshore e tem representação nos municípios de Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Conceição de Macabu, Quissamã e Carapebus, além de trabalhadores em unidades marítimas da Bacia de Campos. A paralisação ocorre após o fim das negociações para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026/2027. Segundo o SINTPICC, uma assembleia geral extraordinária rejeitou a proposta apresentada pelo SINDEMON (Sindicato das Empresas de Engenharia de Montagem e Manutenção Industrial do Rio de Janeiro) e aprovou a greve por tempo indeterminado.

A mobilização começou às 7h30, com concentração no Aeroporto de Macaé. O movimento foi organizado após a categoria considerar encerrada, sem acordo, a tentativa de negociação com as empresas. O SINTPICC informou que a greve também alcança unidades offshore da Bacia de Campos. Segundo o sindicato, estão paradas as plataformas P-69, P-31, P-52, PGP-1, UMCP, P-68, P-67, P-62, UMPA, P-25, P-09, P-56, P-70, P-74, P-75, P-77, PNA1, PCH1, PCH2, UMPC, UMAR, P-51, P-43, Sayan Polaris, UMTJ, P-Merluza e ADG (Alexandre de Gusmão).

A relação das plataformas e a informação sobre a paralisação são atribuídas ao próprio sindicato. A entidade afirma que o movimento envolve trabalhadores de manutenção e montagem industrial que atuam nas unidades relacionadas à greve. Segundo o SINTPICC, a greve busca respeito, valorização profissional, manutenção dos direitos e condições dignas de trabalho. A entidade afirma que a mobilização também pretende pressionar pela retomada das negociações e pela busca de uma solução consensual para o impasse entre trabalhadores e empresas.

O sindicato divulgou ainda orientações às empresas com base na Lei nº 7.783/1989, que regulamenta o direito de greve. Segundo a entidade, as empresas não devem adotar medidas para obrigar trabalhadores a retornar às atividades ou dificultar a divulgação do movimento. O SINTPICC também afirma que situações de ameaça, pressão, assédio, intimidação ou coerção contra trabalhadores que aderirem à greve serão documentadas e encaminhadas aos órgãos competentes.

Greve por tempo indeterminado

A paralisação foi aprovada por tempo indeterminado e não tem, até o momento, uma data definida para o encerramento. O sindicato afirma que pretende manter a mobilização enquanto busca a retomada das negociações com as empresas.

O movimento envolve trabalhadores de manutenção e montagem industrial representados pelo SINTPICC em Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Conceição de Macabu, Quissamã e Carapebus, com atuação em atividades onshore e offshore e em unidades marítimas da Bacia de Campos, segundo a entidade.

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