Criada em 1991 pelo então prefeito de Campos dos Goytacazes (RJ), Anthony Garotinho, a Feira da Roça foi uma iniciativa pioneira no interior do estado do Rio de Janeiro, focado na agricultura familiar. A estrutura é disponibilizada pelo governo municipal, por meio da Secretaria de Agricultura e, de tão significativo, o programa acaba de ser tema de documentário.
Trata-se do trabalho “Toda Feira”, cuja estreia acontece nesta sexta-feira (10), no Casarão Cultural de Campos, no centro da cidade (Rua Salvador Corrêa, 117), focado nas histórias que envolvem o programa, que envolve cerca de 200 produtores da agricultura familiar do município cadastrados, atuando em cerca de 10 pontos.
São colocados à venda produtos de qualidade a preços acessíveis , de terça-feira a sábado, das 6h às 14h, na Praça da República; Parque Tamandaré; Penha; Parque Flamboyant; IPS; Turf Club; Jardim Carioca (Guarus); Praia do Farol de São Tomé; Parque Leopoldina; e distrito de Goitacazes, na Baixada Campista.
Para segurança de quem comercializa e na qualidade do que é comercializado há critérios a serem observados. Obrigatoriamente, o participante deve ser agricultor familiar, pescador ou artesão com produção sediada no município. A habilitação e o perfil de produtor são obtidos somente por quem estiver cadastrado.
O documentário “Toda Feira” é rico em detalhes e tem como proposta contribuir para a valorização da Feira da Roça de Campos. O lançamento (do filme e exposição) terá início às 19h, com entrada grátis. Com roteiro e direção de Tiago Fernandes e direção de fotografia de Victor van Ralse, o documentário tem duração de 26 minutos.
“Como todo documentário, ele nasce de uma ideia e uma vontade, que no nosso caso, foi registrar a feira pelo ponto de vista dos feirantes que plantam e fortalecem a agricultura familiar”, comenta Victor explicando que o passo seguinte, a produção, é ir para rua e encarar a realidade.
PASSO A PASSO – “Horas de filmagens, visitar as feiras dos locais que escolhemos como recorte (Praça da República, Salesiano, Flamboyant, IPS e Saco)”, realça o diretor enfatizando: “E chegamos a etapa final da montagem, onde o sentido do filme se formou e decidimos o rumo do filme”.
Victor resume : “Toda Feira se constrói pelas histórias dos feirantes; mas, também, ciente do seu material fílmico, construído com o ritmo de uma ida às ruas, com seu colorido e sons tão característicos”. Ele pontua que o documentário , propõe um olhar sensível sobre um dos mais importantes espaços de convivência, cultura e economia popular da cidade.
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