Assim que assumiu interinamente o Governo do Estado do Rio de Janeiro, durante a viagem oficial de Cláudio Castro (PL) a Portugal, o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), cumpriu o que já vinha sinalizando nos bastidores: exonerou o secretário estadual de Transportes, Washington Reis (MDB).
A decisão gerou forte repercussão política e foi interpretada como uma ação unilateral de Bacellar, que ocupava temporariamente o comando do Executivo fluminense. Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias e figura influente no MDB, vinha demonstrando distanciamento político do grupo governista, o que já motivava discussões internas sobre sua permanência no cargo.
Nesta quinta-feira (10), o governador Cláudio Castro se pronunciou nas redes sociais, reforçando que a exoneração de Reis já estava em seus planos, mas condenou a forma como o ato foi conduzido por Bacellar.
“A demissão do secretário Washington Reis vinha sendo tratada e discutida, nas últimas semanas, por conta de suas sinalizações desalinhadas ao nosso grupo político. Ela já estava em minha previsão e seria realizada após o retorno do meu período de férias”, disse Castro.
Apesar de manter a exoneração, Castro criticou a postura do presidente da Alerj, chamando a decisão de “intempestiva e desrespeitosa”, por ter sido tomada sem sua anuência ou diálogo com os partidos da base.
“Mantenho a exoneração de Washington Reis, mas este assunto será discutido pelos presidentes de partidos do nosso campo político, já que a sucessão ao governo estadual é um projeto de um campo político e não de um desejo pessoal e descoordenado”, completou.
A crise expõe o início de uma disputa interna no grupo político que sustenta o governo estadual e antecipa os movimentos da corrida sucessória de 2026. Bacellar, que tem ampliado sua influência na máquina estadual, mostra que não pretende atuar apenas como coadjuvante no tabuleiro fluminense.
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