A dengue é uma doença infecciosa aguda, uma arbovirose transmitida ao homem através da picada do mosquito Aedes aegypti. Em Campos, dos quatro sorotipos existentes, o tipo 2, é o que está circulando, segundo afirmou o assessor técnico da Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde (Subpav), Charbell Kury. “Esse sorotipo tem uma característica muito importante, que é fazer quadros muito graves com inflamação na pleura e no coração, além de causar choque, principalmente em crianças”.
O médico explicou que a dengue vem em períodos cíclicos. Dessa forma, quando uma determinada população é exposta a um sorotipo, ela adquire imunidade, no entanto, existe quatro sorotipos.
“As grandes epidemias de dengue em Campos e região aconteceram há uns oito anos, com o sorotipo quatro. De lá para cá, nós estamos tendo um comportamento da doença mais endêmico do que epidêmico, ou seja, todo ano uma população nasce e outra envelhece. Então, essa nova população fica suscetível novamente, o que nos preocupa”.
De acordo com Charbell, essa oscilação que acontece na primavera antes do verão (períodos de chuva e calor) é perigosa porque ela pré-dispõe o aparecimento de focos do mosquito. Além disso, enquanto as vacinas de dengue não chegam, o trabalho é a prevenção, não só do poder público, mas de todo cidadão.
“A população precisa fazer a sua parte com os seus “10 Minutos Contra a Dengue”, para rever em casa pratinhos de plantas que estão com água, caixa d’água, pneus, garrafas e qualquer recipiente em que o mosquito possa se reproduzir, inclusive acúmulo de inservíveis, pois quem acumula lixo em terrenos ou em casa, também facilita para que o Aedes aegypti se reproduza”, recomendou o médico.
De acordo com o último balanço, divulgado na sexta-feira (11), 195 casos de dengue foram confirmados no município. Foi registrado, ainda, dois casos de zika e quatro de chikungunya.
SINAIS E SINTOMAS
O quadro clínico e os sintomas mais comuns da dengue são febre, dor de cabeça, náuseas, mialgia (dor muscular) e manchas pelo corpo. Esses desconfortos podem durar até cinco dias. Em casos mais graves, o paciente pode evoluir para uma dor abdominal intensa, sangramentos, hipotensão, vômitos e diarreia.
AÇÕES DE COMBATE AO VETOR
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) vem promovendo ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya, com mutirões pós-LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti). De janeiro a maio deste ano, o CCZ realizou mutirões em 18 bairros do município.
“Quero lembrar que só temos dengue porque existe o mosquito transmissor, que é o Aedes aegypti, e 80% dos focos de criadouros estão dentro das residências e nos quintais. Portanto, é preciso redobrar a atenção e se responsabilizar pelo seu espaço para que possamos eliminar os focos de mosquito e, consequentemente, a dengue, porque a doença mata”, alertou o secretário municipal de Saúde, Paulo Hirano.
A dona de casa Glaciana Souza Paulo, de 42 anos, não deixa de tirar seus 10 minutos contra a dengue. “Tenho consciência do que preciso fazer e o ideal é que todos tivessem essa mentalidade, pois só assim evitaríamos a proliferação do mosquito que tanto mata nesse país”.
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