Cerca de 30 mil alunos da rede municipal de ensino fizeram a avaliação diagnóstica aplicadas pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (Caed/UFJF). São provas de Língua Portuguesa e Matemática, aplicadas para estudantes do 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental. De acordo com a diretora pedagógica da Secretaria, a previsão é para que os resultados sejam liberados em aproximadamente 20 dias.
“Essa semana, de forma inédita, vamos iniciar a avaliação do Pré-2, Pré-3, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 1° ano de escolaridade, totalizando cerca de 15 mil alunos. Em todo o país, a avaliação é feita apenas para os estudantes dos 2º, 5º e 9º anos. Aqui em Campos, estamos indo além. Os alunos das demais séries também serão avaliados, por meio de sistemas avaliativos próprios, de acordo com as recomendações do Ministério da Educação e Cultura (MEC)”, explicou Tânia.
A pedagoga da Escola Municipal Prisco de Almeida, Claudiana Chagas, especialista em Gestão Escolar e em Literatura, Memória Cultural e Sociedade, opinou sobre o procedimento: “As avaliações aplicadas aos alunos constituem um processo privilegiado de diagnóstico e análise dos resultados obtidos por cada estudante, para subsidiar as intervenções pedagógicas que fortaleçam o aprimoramento do processo ensino-aprendizagem, haja vista que em decorrência das limitações sofridas durante a pandemia, observamos que muitos alunos não consolidaram habilidades básicas previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC)”, ponderou.
O Caed presta serviço para cerca de 400 municípios brasileiros e tem seu trabalho reconhecido em todo país. Um novo ciclo avaliativo acontecerá entre novembro e dezembro; e outro no início do ano letivo de 2023.
“O resultado obtido servirá de subsídios para aprimorarmos o programa de recuperação da aprendizagem, iniciado em algumas unidades escolares, com reforço escolar e que será ampliado com a oferta de avaliações de fluência verbal e de tutores de aprendizagem que serão apoio aos professores, junto aos alunos com maior necessidade de suporte pedagógico adicional”, explicou a diretora.
Ainda segundo Tânia, a proposta é acelerar o processo de alfabetização desses alunos, “mesmo que estejam em uma série avançada, uma vez que, por conta da pandemia, muitos podem ter chegado lá frente com muitas deficiências de leitura, e a gente precisa corrigir isso”, concluiu.
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