O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela manutenção das prisões preventivas e do afastamento de funções públicas impostas ao deputado estadual Thiago Rangel e a outros seis investigados na Operação Unha e Carne. O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma da Corte e permanece aberto até o próximo dia 19.
A análise dos ministros envolve recursos apresentados pelas defesas dos investigados, que buscavam reverter as medidas cautelares e questionavam a competência do STF para conduzir o caso. No entanto, Moraes entendeu que os argumentos apresentados não justificam a revisão das decisões já tomadas no processo.
Em seu voto, o ministro destacou que as investigações apontam indícios da atuação de uma organização criminosa estruturada e com atividades que teriam se prolongado ao longo do tempo. Segundo ele, os elementos reunidos até o momento indicam a necessidade da manutenção das medidas para garantir o andamento das apurações.
As investigações da Polícia Federal, acompanhadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), apontam que o esquema teria começado em Campos dos Goytacazes, envolvendo supostas irregularidades em contratos públicos ligados à Empresa Municipal de Habitação (EMHAB). De acordo com os investigadores, as práticas investigadas teriam posteriormente alcançado a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc).
Entre os crimes apurados estão organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. As autoridades também investigam suspeitas de direcionamento de contratos e possíveis desvios de recursos públicos.
O julgamento segue em andamento, e os demais ministros da Primeira Turma ainda podem apresentar seus votos até o encerramento da sessão virtual.
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