Nesta época do ano, muita gente aproveita para viajar, tendo as regiões litorâneas como principais destinos dos veranistas. Além do lazer, os famosos petiscos e bebidas vendidos por ambulantes na faixa de areia ou em outros pontos turísticos são irresistíveis, no entanto, a diretora do Departamento de Vigilância Sanitária (Visa/Campos), Vera Cardoso de Melo, aconselha evitar alimentos muito gordurosos e, principalmente, não deixar comida exposta ao sol, prática muito comum entre os banhistas à beira-mar.
Vera faz um alerta quanto ao cuidado com a procedência desses alimentos, manuseio, temperatura e o tempo de exposição ao sol, já que estão suscetíveis à proliferação de microrganismos, o que pode colocar a saúde de quem consome em risco.
“É se atentar ao armazenamento adequado, mantendo os alimentos fora da zona de perigo (10-60°C), que é onde eles gostam de se multiplicar, e respeitando as temperaturas específicas para alimentos refrigerados e quentes. Então, sob refrigeração é na temperatura de 2-8°C; quentes devem estar acima de 60-65°C. Já o congelamento negativo, até menos 18°C, sendo o local ideal um freezer”, apontou.
A recomendação é evitar petiscos com preparo duvidoso na praia, priorizando locais com licença sanitária. “Aquele camarão que vem no palito é um alimento extremamente perigoso, porque está fora de refrigeração. Outro alimento perigoso é o espetinho de queijo, que muitas vezes ficam armazenados em isopores, onde é difícil manter a temperatura, e sem as condições higiênicas necessárias. A maionese caseira, que fica ali exposta em temperaturas acima de 8°C, deve ser evitada”, orientou.
A diretora pontua as doenças transmitidas por alimentos, enfatizando sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos, diarreia, cólicas e desidratação, especialmente em crianças e idosos. “O consumo de alimentos contaminados por microrganismos, seja bactéria; vírus; parasitas, especialmente giárdia; toxina; ou substância química, pode causar a chamada Doença Transmitida por Alimentos, as DTA. E o perigo vai além, podendo gerar consequências mais graves como um botulismo, que causa danos neurológicos, uma Escherichia coli, que causa insuficiência renal, e uma salmonella, causando artrite reativa”, exemplificou.
Além disso, Vera alerta para a necessidade de consumir água potável e gelo feito com água filtrada, garantindo sua manipulação correta para evitar contaminações.
“O gelo próprio para ingestão geralmente possui formato cilíndrico com o centro oco, furado. Ele é produzido com água filtrada, sendo muito utilizado nos bares e restaurantes diretamente nas bebidas, no preparo de sucos, drinks e coquetéis. Já o gelo com formato de escamas ou triturado é inadequado para ingestão, por não ser preparado com água filtrada, entre outras características de higiene relacionadas ao manuseio. Ele é indicado apenas para gelar bebidas em garrafas e latas, serpentinas de chopp e na conservação de alimentos embalados ou pescados. Avalie visualmente o gelo quando for comprar e evite uma possível contaminação. Observe a coloração, o odor e se há sinais visíveis de sujidades”, informou.
Quanto à água de coco, a especialista orienta que o consumo seja diretamente no próprio coco e sem gelo. “O problema da água de coco advém do gelo que é colocado no carrinho, porque se não for filtrado, pode trazer problema para o consumidor. Além disso, é aconselhável sempre abrir o coco na hora do consumo”, finaliza a diretora, lembrando que em caso de irregularidades, a população pode denunciar através do site oficial do órgão. O anonimato é garantido.
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