Às vésperas da COP 30, em Belém, o mundo inteiro redobra o interesse sobre as mudanças climáticas e sobre como iremos lidar com essas questões em um futuro próximo. É o momento de olhar com mais atenção para soluções inovadoras que contribuem para enfrentar esses desafios, como as que a DAP, startup campista incubada na TEC Campos da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), desenvolve. A empresa ganhou destaque na matéria especial sobre o tema exibida na segunda (27), com suas soluções voltadas para resolver desafios de monitoramento ambiental e gestão territorial.
A reportagem do Jornal Nacional colocou no centro uma empresa local que utiliza tecnologia para acompanhar a recuperação de áreas verdes e apoiar decisões técnicas em larga escala. A DAP se apresenta como uma organização que converte imagens e dados de campo em informações práticas para projetos de restauração e gestão territorial, atuando desde o mapeamento até a entrega de indicadores que comprovam a evolução das áreas em recuperação.
A exposição nacional trouxe efeitos imediatos de visibilidade e responsabilidade, nas palavras do próprio fundador e diretor, Felipe Paranhos. “Foi uma alegria e uma responsabilidade. Ver a DAP no Jornal Nacional reforça que monitorar bem é tão decisivo quanto plantar. Não existe plano B para o planeta: a restauração é uma das soluções baseadas na natureza para enfrentar a crise climática”, disse. Ele reforça ainda o papel de empresas como a DAP nesse momento crucial. “O nosso papel é garantir que existam florestas funcionais, capazes de cumprir seus papéis ecossistêmicos com qualidade”, apontou Felipe.
No núcleo das operações da empresa está o que a equipe chama de Inteligência Territorial. Segundo Felipe, esse conceito consiste em integrar dados do território para decidir melhor, mais rápido e em escala. “Na DAP, fazemos isso combinando drones, GNSS, coletores de campo e modelagens para transformar medições em mapas, indicadores e dashboards que orientam o monitoramento da restauração ecológica”, explicou, ao detalhar a forma como a tecnologia é aplicada nos projetos.
Soluções de Campos para todo o Brasil
Além da técnica, a trajetória da startup tem um forte componente local e institucional. A empresa nasceu em Campos dos Goytacazes, com equipe formada por egressos da Uenf, IFF e UFRRJ, e expandiu suas operações do Paraná ao sul da Bahia. A presença na televisão nacional foi celebrada por autoridades locais. “A DAP, empresa de recuperação e acompanhamento florestal com sede na nossa cidade, foi apoiada pelo programa Startup Campus e é uma spin-off da Uenf. A empresa vem atuando com uma tecnologia desenvolvida em Campos para atender todo o Brasil. E ficamos muito felizes e realizados com essa exposição no Jornal Nacional, um jornal com abrangência em todo o país”, afirmou Henrique da Hora, subsecretário de Ciência e Tecnologia.
A consolidação do negócio também tem relação direta com o ecossistema de inovação de Campos, já que a startup foi incubada na TEC Campos. Com o suporte técnico e institucional recebido durante a incubação, e com o apoio de instituições como a Faperj e o Fundecam, a DAP acelerou processos, validou produtos e ampliou sua base de clientes. O programa municipal Startup Campos, coordenado pela Seduct, também foi fundamental, oferecendo bolsas e promovendo articulação local.
Os números apresentados pela própria DAP ajudam a dimensionar o salto de escala. A empresa relatou que começou faturando cerca de R$ 1 mil por mês e que, nos últimos 12 meses, ultrapassou R$ 1 milhão em faturamento, com mais de 350 notas fiscais emitidas. Entre os clientes que já contratam os serviços estão organizações como re.green, Conservation International, The Nature Conservancy e SOS Mata Atlântica. O crescimento representa aumento de receita e de arrecadação para o município e reafirma o papel de uma incubadora eficiente como geradora de empreendimentos de alto impacto.
A combinação entre vantagem técnica e experiência local define hoje o portfólio da DAP. A plataforma de inteligência territorial é oferecida em planos de assinatura para empresas e projetos públicos e privados, permitindo acesso a mapas atualizados em computadores e celulares. A operação incorpora coleta móvel, análise geoestatística, modelagem de terreno e relatórios comparativos que mensuram a evolução de árvores nativas, plantadas ou regenerantes. A participação na TEC Campos Incubadora e a atuação como unidade regional do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica reforçam o caráter colaborativo e estratégico da iniciativa.
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