Março 7, 2026

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Megaoperação no Alemão e na Penha tem apreensão de 93 fuzis

A megaoperação das polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha, nesta terça-feira (28), resultou na apreensão de 93 fuzis, segundo balanço parcial das autoridades. Com esse número, o total de armas desse tipo retiradas das mãos de criminosos em 2025 chega a 686, consolidando um novo recorde anual no estado do Rio de Janeiro.

A ofensiva contra o Comando Vermelho (CV), que mobilizou cerca de 2,5 mil agentes e ainda está em andamento, é parte da Operação Contenção — iniciativa permanente do governo estadual para frear o avanço da facção por territórios fluminenses. Além dos fuzis, foram apreendidas duas pistolas e nove motocicletas.

O recorde anterior, divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) em 20 de outubro, apontava 593 fuzis apreendidos entre janeiro e setembro, já o maior número desde o início da série histórica em 2007.

Com os 93 fuzis recolhidos nesta terça, o total salta para 686, reforçando a tendência de alta nas apreensões em 2025.

64 mortos

A operação desta terça também teve consequências trágicas. Até a última atualização desta reportagem, foram contabilizadas 64 pessoas mortas, incluindo quatro policiais — dois civis e dois militares.

Outros 81 suspeitos foram presos, entre eles nomes considerados estratégicos na estrutura do CV, como Thiago do Nascimento Mendes, o “Belão do Quitungo”, e Nicolas Fernandes Soares, operador financeiro ligado a Edgar Alves de Andrade, o “Doca”.

Em resposta à ação policial, criminosos realizaram represálias em diversas regiões do Grande Rio, com bloqueios em vias importantes como a Linha Amarela, a Grajaú-Jacarepaguá e a Rua Dias da Cruz, no Méier.

O Centro de Operações e Resiliência (COR) elevou o estágio operacional da cidade para o nível 2, e a Polícia Militar colocou todo o efetivo nas ruas, suspendendo atividades administrativas.

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, afirmou que a operação foi planejada com antecedência e não contou com apoio federal.

“São aproximadamente 9 milhões de metros quadrados de desordem no Rio de Janeiro. Essa é uma ação necessária, planejada, com inteligência, e que vai continuar”, disse.