O Jardim São Benedito virou, nesta terça (21), uma espécie de laboratório a céu aberto com a abertura da XII Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de Campos dos Goytacazes, promovida pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct). O encontro, com o tema “Planeta Água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”, leva ao local exposições, apresentações e estandes com trabalhos e ações de escolas das redes municipal, estadual e privada de ensino. O evento ainda reúne 125 instituições parceiras, entre escolas e órgãos públicos, e conta com programação aberta ao público até a próxima sexta (24).
A proposta é simples e ambiciosa ao mesmo tempo: mostrar o que alunos e instituições têm produzido em ciência e tecnologia, além de aproximar a comunidade das práticas científicas que ocorrem nas escolas. Participam estudantes e professores de todos os níveis de ensino, mostrando que a produção científica não é exclusiva do ensino superior.
O prefeito Wladimir Garotinho chegou pouco depois do início das atividades, percorreu os estandes e conversou com expositores e alunos. Ele relacionou a mobilização do evento com o período de avaliação escolar, lembrando a realização do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica), além de destacar a correlação entre investimento em educação e desempenho. “Estamos nessa grande mobilização da Educação para que a nossa nota no SAEB seja uma nota correspondente a tudo aquilo que nós investimos e trabalhamos. Então, a gente pode dizer que a Educação de Campos está no caminho certo. A gente tomou a direção certa na Educação. Esse evento aqui hoje, que mostra a produção de conhecimento científico nas nossas escolas, é uma prova de que esse é o nosso caminho”, disse.
Tânia Alberto, secretária de Educação, Ciência e Tecnologia, pontua que esta é uma oportunidade para que toda a população de Campos possa conhecer como são ensinadas e colocadas em prática ciência e tecnologia na Educação Básica.
“Vamos sair um pouco daquele conceito antigo de que fazer ciência era montar aquela maquete de um vulcão e ver explodir. Hoje, ciência e tecnologia são feitas de várias maneiras, e cada escola, cada universidade presente nesse espaço está trazendo um jeito novo de ensinar. Isso aqui não é só uma feira de ciências, é educação pública de qualidade, transformando a vida das pessoas e gerando um espaço aberto, onde todos são convidados e todos podem ver o que os alunos são capazes de fazer quando bem orientados por seus professores e pela gestão das suas escolas”, declara a secretária.
A programação também enfatiza a parceria entre escola e pesquisa e a presença de centros de ensino superior e técnico. Henrique da Hora, subsecretário de Ciência e Tecnologia, ressaltou a amplitude das parcerias e citou a importância de contar com instituições como o IFF, Uenf e Porto do Açu no evento. “Estamos mostrando o quanto o nosso município tem avançado na ciência e na tecnologia, com estandes de diversas instituições parceiras de grande porte. Estamos aqui para celebrar a nossa cultura tecnológica, mas também pensar no futuro. Estamos celebrando essa cidade universitária que nós estamos vivendo”.
A abertura teve momentos lúdicos e surpreendentes, como a apresentação teatral e científica batizada de “A Ciência que transforma: entre curiosidade e descoberta”, levada por alunos da Escola Municipal Frederico Paes Barbosa, vinculados ao Programa Mais Ciência na Escola. O vereador Marcelo Feres, presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, comentou que “o impacto positivo deste evento é visível, porque o público pode conhecer pesquisas e soluções feitas por estudantes de diferentes idades e entender como a ciência pode responder a problemas locais e inspirar profissões e carreiras”.
Carla Sales, gerente de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia e coordenadora geral do evento, explicou a importância da mostra como espaço de visibilidade para os estudantes e para a rede municipal. “Este é um evento que integra diferentes instituições com o mesmo propósito de popularizar e difundir ciência e tecnologia. Neste evento, nossos alunos, principalmente da rede municipal de ensino, têm a oportunidade de evidenciar e mostrar seus projetos científicos e tecnológicos, desenvolvidos ao longo do ano. É com muito orgulho que todos nós, que trabalhamos pela Educação, estamos mostrando que o conhecimento científico começa desde cedo e deve ser aprimorado para que possamos realmente investir em nosso futuro”, aponta.
Atividades diversas na programação
Entre as atividades que compõem a programação, o público encontra a XI Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação – com participação de escolas das três redes de ensino -, a VI Feira de Ciências dos Anos Iniciais, a II Mostra de Robótica das Escolas Municipais e as apresentações dos projetos do Programa Mais Ciência na Escola. As bancas e estandes distribuídos pela área permitem aos visitantes interagir com experimentos, maquetes, protótipos e demonstrações práticas desenvolvidas ao longo do ano letivo pelas instituições.
Um dos espaços que mais chamou atenção foi a tenda interativa batizada de “Conexão Azul: maré de saberes e vozes de Campos”, que propõe um ambiente lúdico para refletir sobre o tema central do encontro. Carla Sales comentou sobre a tenda: “Este ano nós temos uma novidade, que é uma tenda interativa com o tema do evento. É um espaço interativo onde todos os visitantes poderão mergulhar nessa temática e verificar o que eles podem fazer para melhorar a situação do nosso planeta”.
A II Mostra de Robótica das Escolas Municipais, coordenada por Anna Karina de Azevedo y Oviedo, diretora de Programas e Projetos da Seduct, faz parte da programação da Semana de Ciência e Tecnologia. Segundo ela, o objetivo da mostra é valorizar a robótica como ferramenta de aprendizagem criativa e lúdica. “Nós estamos reunindo hoje 47 projetos de robótica das escolas municipais, com a participação de mais de 50 professores de tecnologias digitais e mais de 150 professores apresentando seus projetos junto com seus alunos. A importância disso é muito grande porque mostra que todo o investimento feito pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia nas tecnologias digitais valoriza a aprendizagem criativa, lúdica e de resolução de problemas, preparando o cidadão para o futuro”, destacou. Anna Karina também anunciou uma das novidades deste ano: o Escape Room, que traz desafios de programação e estimula o raciocínio lógico de forma divertida.
O público pode visitar estandes, conversar com estudantes e professores, assistir a oficinas e apresentações até sexta (24) e conferir de perto a diversidade de projetos que vão da robótica a propostas de educação ambiental e tecnologia social. A presença de 83 escolas entre as 125 instituições parceiras reforça o caráter formativo e a escala local do evento. A participação vale tanto para quem busca inspiração quanto para quem quer entender como políticas públicas e projetos escolares se encontram na produção de conhecimento.
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