A pouco mais de um ano das eleições, as principais peças da corrida estadual vivem sob a expectativa do julgamento de um dos maiores escândalos de corrupção da política fluminense: o caso Ceperj, que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e envolve o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), e o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), apontado como possível sucessor.
Se forem condenados agora, os eleitores do estado poderão ser convocados às urnas antes de outubro de 2026, cenário que desperta atenção de nomes como Eduardo Paes (PSD) e da família Bolsonaro, interessados diretos na disputa pelo Palácio Guanabara.
A votação tende a ocorrer até o final de outubro e está sob relatoria da ministra Isabel Gallotti. Castro e Bacellar, que é o primeiro na linha sucessória após a ida do vice Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), são acusados de abuso de poder político e econômico por contratar pessoas para o Centro Estadual de Pesquisa e Estatística do Rio (Ceperj) e utilizá-las como cabos eleitorais na campanha de 2022.
Os pagamentos eram feitos via Recibo de Pagamento Autônomo (RPA), sem processo seletivo e com recebimento na boca do caixa. A Uerj também teria sido usada no esquema. O julgamento na Justiça estadual terminou em 2024 com vitória apertada por 4 a 3, mas o recurso levou o caso a Brasília.
Uma eventual decisão contra o governador e o deputado mexeria com todo o tabuleiro político de 2026. O prefeito Eduardo Paes, provável candidato ao Palácio Guanabara, teria de renunciar ao cargo para concorrer, mesmo em um pleito antecipado. Líder nas pesquisas recentes, Paes se beneficiaria de um cenário em que os adversários estariam desorganizados e ainda sem um nome definido após a crise entre Castro e Bacellar.
Apesar disso, diante dos sucessivos escândalos envolvendo Rodrigo Bacellar, nem o próprio Paes torce por uma eventual condenação do deputado, que poderia embaralhar o cenário político que hoje o favorece.
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