O monitoramento realizado pelo setor de Vigilância Epidemiológica e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SUBVS), identificou que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o Influenza A foram os principais agentes infecciosos das síndromes respiratórias com maior circulação em Campos, entre os meses de maio e agosto deste ano. Essa vigilância é essencial para compreender quais vírus estão em circulação e, assim, orientar medidas de prevenção em saúde pública.
De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, o infectologista Rodrigo Carneiro, a vigilância contínua foi realizada a partir de 94 amostras de pacientes hospitalizados. Os resultados mostraram que em 41 amostras foram identificadas a presença do VSR e 29 de Influenza A. Também teve nove amostras positivas para o rinovírus, quatro para adenovírus e quatro para Influenza B. Já três para SARS-CoV-2, três para Adenovírus e uma para Parainfluenza.
“A vigilância é contínua e nos permite identificar os vírus que mais circulam na população. Esses dados mostram que, assim como desconfiávamos, nos adultos e adolescentes há um predomínio da circulação do Influenza, causador da gripe. Mas, também, observamos que segue circulando o Coronavírus. Já nas crianças, o Vírus Sincicial Respiratório, causador da bronquiolite, continua sendo o principal agente. Ela é uma doença sazonal e que acomete as crianças principalmente no inverno”, explica Rodrigo.
PREVENÇÃO E TRATAMENTO
Quanto à circulação do Influenza e SARS-CoV-2, Rodrigo Carneiro reforça que contra as duas doenças transmitidas por via respiratória há vacinas. Então, a orientação é que aquelas pessoas que não se imunizaram ainda procurem os locais de vacinação o mais breve possível.
“Esses pacientes podem apresentar quadros graves, mas para essas duas doenças temos vacinas. Além disso, para pessoas que estejam em grupos de risco e desenvolvam quadros mais graves, existe tratamento medicamentoso tanto para o Coronavírus como para Influenza, mas isso deve ser prescrito pelo médico que acompanha cada paciente”.
Com relação às crianças, Rodrigo Carneiro alerta para a importância de manter o calendário vacinal em dia, já que infecções respiratórias podem abrir caminho para o Vírus Sincicial Respiratório.
“A bronquiolite é uma doença potencialmente grave. Ainda não temos uma vacina usada em larga escala contra o Vírus Sincicial Respiratório, mas existem opções terapêuticas, como o Palivizumabe, indicado principalmente para bebês prematuros extremos e cardiopatas com fatores de risco específico contra o vírus”, acrescentou Rodrigo Carneiro.
No SUS, o anticorpo Palivizumabe, administrado por meio de injeções no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), é liberado pelo Governo do Estado, através de processo requerido junto à Farmácia Municipal de Campos.
IMPORTÂNCIA DO MONITORAMENTO
O subsecretário ressaltou que o monitoramento dos principais agentes infecciosos causadores de inúmeras síndromes clínicas, entre elas as síndromes respiratórias, é essencial para compreender quais vírus estão em circulação e, assim, orientar medidas de prevenção em saúde pública. “Esse acompanhamento contínuo é fundamental para confirmar os micro-organismos presentes em nosso meio e adotar estratégias de controle mais eficazes”, conclui Rodrigo.
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