Em Campos, a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza de 2025 segue com números abaixo do esperado. Desde o início da mobilização, em 7 de abril, foram aplicadas apenas 33.672 doses da vacina ao público-alvo, o que corresponde a 25,99% dessa população. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é vacinar 90% do público prioritário, formado por 129.578 pessoas, entre idosos, gestantes e crianças.
A baixa cobertura preocupa as autoridades de saúde, especialmente em um período de temperaturas mais baixas, quando a circulação de vírus respiratórios tende a aumentar. Segundo o infectologista Rodrigo Carneiro, diretor da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, a baixa procura pela vacina pode trazer consequências sérias.
“Nós ainda estamos em um clima frio, em que as pessoas ficam mais próximas umas das outras, o que facilita a propagação do vírus da gripe. Esse vírus pode causar uma doença grave, que leva muitas pessoas à internação e, infelizmente, ao óbito. A melhor forma de prevenção é a vacina, e por isso reforçamos que a população deve procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) ”, explicou o médico.
O especialista lembrou ainda que a gripe pode se somar a outros vírus respiratórios em circulação, como coronavírus, adenovírus e o vírus sincicial respiratório, agravando os quadros clínicos. Além disso, destacou a importância da proteção para pessoas com doenças crônicas.
“Diabéticos, hipertensos, pacientes com problemas pulmonares, como a doença pulmonar obstrutiva crônica, ou pessoas com a imunidade comprometida têm risco maior de complicações graves. Para esse público, a vacina é ainda mais essencial”, reforçou Carneiro.
Outro ponto de alerta é o impacto no sistema de saúde. De acordo com ele, já há um aumento no número de atendimentos por síndromes respiratórias em unidades de urgência e emergência.
“Muitas pessoas procuram o pronto-socorro com sintomas respiratórios. A vacina é uma ferramenta fundamental para reduzir esses atendimentos e, consequentemente, a sobrecarga do sistema”, destacou.
O assessor técnico de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Leonardo Cordeiro, também chamou atenção para os riscos da baixa cobertura. Ele ressaltou que a campanha tem como foco justamente os grupos mais vulneráveis, e que a queda na adesão nos últimos anos é preocupante.
“Nos últimos anos, a cobertura vacinal vem caindo, e isso é preocupante. A gente precisa que a população volte a acreditar nas vacinas. A desinformação atrapalha o trabalho da imunização no país inteiro. Por isso precisamos sempre reforçar que os benefícios da vacina. Não queremos esperar ver crianças e idosos internados para que a população se mobilize. A prevenção precisa vir antes”, afirmou.
Carlos Augusto, pai de Cauã Barbosa, de 11 anos, disse que não pensou duas vezes antes de levar o filho para vacinar.
“Eu acredito que a vacina é uma forma de proteger não só o meu filho, mas toda a família. A gente vê muitas notícias de pessoas que ficam mal por causa da gripe, e eu prefiro prevenir do que ter que correr atrás de tratamento depois. Espero que mais pais façam o mesmo pelos seus filhos”, afirmou.
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