Março 6, 2026

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Cláudio Castro rompe com Bacellar em meio à crise da direita após prisão de Bolsonaro

O clima político entre o governador Cláudio Castro (PL) e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj)Rodrigo Bacellar (União Brasil), azedou de vez. Após semanas de tensão, Castro anunciou nesta terça-feira (5) que não tem mais pré-candidato a governador e que as discussões sobre as eleições estaduais só ocorrerão no ano que vem, após o Carnaval. A decisão acontece em meio à crise provocada pela exoneração do secretário Washington Reis (MDB), feita por Bacellar enquanto ocupava o cargo de governador em exercício.

Durante entrevista ao “RJTV”, Castro foi direto ao ser questionado sobre manter Bacellar como seu sucessor: “Essa questão de candidatura será discutida no ano que vem. Houve uma antecipação grande dessa discussão”, afirmou, destacando um acordo com o senador Flávio Bolsonaro e com o PL para adiar o debate eleitoral.

O rompimento público veio após Flávio Bolsonaro se irritar com a demissão de Washington Reis, assinada por Bacellar sem o consentimento de Castro. O senador pediu que o governador anulasse o ato, mas ele decidiu manter a exoneração. A atitude fez Flávio conversar com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que chegou a anunciar que não apoiaria mais as candidaturas de Bacellar e de Castro ao Senado.

Para conter a crise, Castro foi a Brasília e se reuniu com Flávio Bolsonaro. No último domingo (3), marcou presença na manifestação pró-Bolsonaro, em Copacabana, reforçando seu alinhamento com a família. O gesto teria acalmado os ânimos, garantindo que sua candidatura ao Senado conte com o apoio dos Bolsonaro.

Já o nome de Bacellar, antes apontado como candidato de Castro ao governo, perdeu força. Com o recuo do governador e a falta de consenso interno, o campo bolsonarista fluminense ficará, ao menos por enquanto, sem um nome oficial para a disputa de 2026.

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