O comércio fluminense se prepara para um Dia dos Pais de movimento moderado, mas ainda importante para o setor. Pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) estima que a data deve injetar R$ 259 milhões na economia da Região Metropolitana do Rio, com gasto médio de R$ 161 por pessoa. As roupas lideram as intenções de compra (43,3%), seguidas por perfumes e cosméticos (16,1%) e calçados ou acessórios (13,7%).
Para o economista André Mirsky, a cautela marca o consumo deste ano. “O consumidor brasileiro segue cauteloso, mas não deixou de valorizar as datas comemorativas. Mesmo com o orçamento apertado, há espaço para pequenos excessos nessas ocasiões, especialmente quando envolvem vínculos afetivos, como é o caso do Dia dos Pais. O que vemos é um consumidor mais racional: compara preços, busca promoções, e prioriza o custo-benefício”, explica.
Essa busca por economia aparece no planejamento da assistente administrativa Stefany Carvalho de Jesus, 22 anos, que já decidiu o presente do pai. “Ele gosta muito de tênis. Tem uma marca que vende o mesmo modelo de tênis de várias cores, o que é legal porque eu consigo dar sempre uma cor diferente, formando uma coleção. O modelo custa entre R$ 160 e R$ 250, dependendo da onde é comprado, caso use cupons e essas coisas”, conta. A compra será online. “Vou comprar ele on-line porque sai mais barato do que na loja física. Com certeza vou parcelar. Eu me organizo já pensando nas contas do outro mês, contando com o valor do presente que vou dar a ele”, afirma.
O presidente do CDL Rio e do SindilojasRio, Aldo Gonçalves, aponta que, mesmo com condições mais restritivas, os lojistas têm oportunidades para aumentar as vendas. A pesquisa das entidades prevê crescimento de 1,5% nas vendas em relação a 2024, com tíquete médio entre R$ 150 e R$ 180.
“O comerciante deverá usar várias ações para impulsionar as vendas. Descontos, ações de marketing, atendimento diferenciado, vitrines chamativas, facilidades no pagamento, oferta de produtos customizados e mais adequados aos gostos dos consumidores, poderão ser caminhos para melhorar as estimativas”, explica. A maioria dos clientes deverá utilizar o cartão de crédito parcelado como forma de pagamento, seguido por cartão de débito, Pix, cartão da própria loja e dinheiro à vista.
Para o educador financeiro Hulisses Dias, planejamento é palavra-chave para não estourar o orçamento. “A principal estratégia é estabelecer um limite de gasto previamente definido, considerando a renda disponível e os demais compromissos financeiros do mês. Planejamento é essencial: antecipar a compra, pesquisar preços e evitar decisões impulsivas são atitudes que ajudam a manter o consumo dentro do orçamento”, orienta.
A jornalista Grayce Rodrigues também precisou se organizar para garantir um presente especial ao pai. “O presente é uma camisa polo com malha de tricô, na cor bege. Pode parecer algo simples, mas tem um significado por trás. É para ele usar no verão, assim que ele voltar a andar, na nossa caminhada na praia, após o período de reabilitação com fisioterapia”, conta.
Segundo Mirsky, histórias como a dela mostram uma tendência clara deste ano. “Há uma busca maior por presentes que tenham significado, que representem vínculo, sem deixar de lado a pesquisa por preço e condições de pagamento”, avalia.
O assessor financeiro Bruno Sartori, 28 anos, apostou em um presente personalizado e em conta. “Comprei pra ele uma faixa presidencial e uma cachaça para sua coleção. No total, perto de R$ 200. Optei por uma loja on-line, pela praticidade de encontrar os itens. Sempre parcelo no cartão de crédito quando possível de fazê-lo sem juros. Para mim, é um privilégio poder presenteá-lo com algo que ele gosta e, principalmente, passar o fim de semana com ele curtindo essa data juntos”, afirma.
Para Hulisses Dias, o exemplo de Bruno reforça que planejamento e afeto podem caminhar juntos. “Comparar preços entre lojas físicas e digitais, buscar parcelamento sem juros e priorizar o que cabe no orçamento são estratégias simples para curtir a data sem comprometer o mês seguinte”, finaliza.
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