A Polícia Civil do RJ interditou nesta quinta-feira (24) uma clínica de estética em Itaguaí, na Baixada Fluminense, após a morte da cabelereira Fabiana dos Santos Lima, de 42 anos. A mulher morreu após fazer um procedimento no espaço.
A vítima morreu no dia 13 de março deste ano, cinco dias após receber aplicações na barriga e nas nádegas.
Segundo uma investigação da 50ª DP (Itaguaí), Fabiana fez os procedimentos no dia 8 de março e, no mesmo dia, começou a relatar sintomas como falta de ar, cansaço excessivo e mal-estar. Em seguida, a vítima entrou em contato com a profissional que realizou o procedimento.
Com o agravamento do quadro, no dia 13 de março, Fabiana foi levada até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itaguaí, onde não resistiu e morreu.
O laudo cadavérico, emitido no dia seguinte, apontou como causa da morte um tromboembolismo pulmonar.
Clínica funcionava sem autorização
Durante as investigações, a polícia identificou a esteticista que fez o procedimento.
Segundo os investigadores, as aplicações foram feitas por Rafaela Barbosa da Silva, na comunidade do Carvão, em Itaguaí. O local, identificado como “Rafaela Silva Estética Avançada”, foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta quinta.
Durante as buscas, os agentes encontraram Rafaela atendendo duas clientes. Uma delas realizava criolipólise [e congelamento de gordura] a outra um procedimento conhecido como “bmbum up” [técnica que visa levantar, modelar e rejuvenescer a região dos glúteos].
Nas buscas, foram apreendidos diversos materiais cirúrgicos, como seringas, agulhas, luvas, soro fisiológico e substâncias injetáveis.
As ampolas estavam armazenadas em caixas dentro de um armário, mas não foi possível confirmar se o conteúdo correspondia ao que estava descrito nas embalagens.
A clínica não possuía alvará de funcionamento nem autorização da Vigilância Sanitária da cidade, o que levou à interdição imediata do local.
Investigada ficou calada durante depoimento
Rafaela se apresentou como proprietária do espaço. Em seguida, ela entregou aos policiais um diploma de tecnóloga em estética e alguns certificados de cursos livres, mas não apresentou qualquer documentação que autorizasse o funcionamento da clínica.
Ao ser questionada sobre os procedimentos realizados e os materiais encontrados, ela optou por ficar em silêncio, informando que só falaria em juízo. Em seguida, ela foi liberada.
G1
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