A Justiça do Rio de Janeiro expediu, na manhã desta terça-feira (22), um mandado de prisão contra o rapper Oruam. Ele foi indiciado por seis crimes após, segundo a Polícia Civil, ter impedido a apreensão de um menor procurado por roubo, durante uma ação realizada na noite de segunda-feira (21).
Após o ocorrido, Oruam teria fugido para o Complexo da Penha. Em vídeos publicados nas redes sociais, ele desafiou as autoridades: “Aí! Eu quero ver você vir aqui, pô! Me pegar aqui dentro do complexo! Não vai me pegar, sabe por causa de quê? Que vocês peida!”, declarou.
O secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Felipe Curi, afirmou que o cantor e seus aliados atacaram os agentes e frustraram o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra o adolescente.
“Oruam é um marginal, bandido, delinquente, criminoso e associado ao tráfico — um bandido da pior espécie”, declarou Curi durante entrevista ao Bom Dia Rio.
Segundo o delegado, o artista foi indiciado por tráfico de drogas, associação ao tráfico, lesão corporal, resistência qualificada, dano ao patrimônio público e desacato. A ação policial aconteceu na residência de Oruam, localizada no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio.
Curi ainda destacou que o cantor tem ligação direta com o Comando Vermelho. “Se havia alguma dúvida de que o Oruam seria apenas um artista periférico ou um marginal da pior espécie, hoje temos certeza de que se trata de um criminoso faccionado. Ele é ligado ao Comando Vermelho, facção controlada à distância pelo pai dele, Marcinho VP, mesmo preso em um presídio federal fora do estado.”
A defesa de Oruam informou que ainda não teve acesso ao inquérito policial e, por isso, não irá se manifestar neste momento.
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